domingo, 16 de novembro de 2008

As crianças

Tem muita gente que diz que bebês e crianças são todos bonitos. Em geral, não é verdade. Alguns sao bem estranhinhos. Mas aqui na NZ, ou pelo menos em Wellington, todas as crianças são bonitas (pelo menos todas que a gente vê pela rua, rs). É sério! São todas fofas, loirinhas ou morenas (poucas), olhos claros e brilhantes, bochechas rosadas (talvez por causa desse vento gelado na cara), as roupas mais fofas do mundo... são todas lindas!

Andando de tricíclo, patinete ou bicicletinha no calçadão, nos milhares de carrinhos de bebês, brincando na praia (peladinhas na beira do mar), nos diversos playgrounds espalhados pela cidade, no mercado... dá vontade de apertar todas elas. As meninas então, com suas roupinhas cor de rosa, sainhas, vestidinhos, chapéuzinhos, lacinhos no cabelo, sapatinhos emperequetados, são a coisa mais linda do mundo.

O Shurato tem uma teoria de que algo inexplicável acontece no meio do processo de crescimento dessas crianças, especialmente nas meninas, rs. Isso porque elas não são tão bonitas quando jovens ou adultas. Algumas se vestem feito homens, outras se acham a pessoa mais fashion do mundo e usam as mais bizarras combinações de roupas, fora os cabelos das mais variadas cores (pink, laranja, verde, azul...). Ou ficam muito magras, ou gordinhas. Enfim, não sei o que acontece, mas o fato é que, quando crianças, são encantadoras (e olha que eu não sou a pessoa mais apaixonada por crianças no mundo, rs).

Uma coisa legal é que aqui elas têm condição de ter uma infância bem saudável ao ar livre. São muitas opções de lazer, parques espalhados por toda a cidade com muito verde e espaço para elas brincarem, ciclovias e calçadões onde elas podem andar com suas bicicletinhas tranquilamente, só fica em casa quem quer.

Os parques são todos muito bem cuidados, dá gosto de ver. Tem uma lixeira a cada poucos metros e as pessoas não jogam lixo no chão (salvo algumas excessões, porque tem porco em todo lugar do mundo). Quem sabe, se fosse assim no Brasil, as pessoas não cresceriam mais conscientes com relação ao meio ambiente e ao planeta.

sábado, 15 de novembro de 2008

Novo link para as fotos!

Oi pessoal,

Coloquei um novo link para os nossos álbuns de fotos aqui no blog, para ficar mais fácil. Está aqui na coluna da direita, é só descer a barra de rolagem e clicar na fotinho da capa do álbum que você quer ver.

Ainda estou aprendendo a mexer, então não estão aparecendo todos os álbuns por enquanto, mas já dá pra ver alguns.

Aliás, tem um novo lá, "Praia, Botanic Garden e outras", entrem lá pra ver!

Beijos,
Cris

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mais fotos!

Oie!

Quem quiser ver mais fotinhos, é só clicar neste link e entrar no meu álbum. Também coloquei algumas no meu orkut, devidamente legendadas.

Beijos,
Cris

O Kiwi English

Antes de vir para a NZ já sabíamos que o inglês daqui não seria o mesmo que estávamos acostumados a ouvir nas músicas e filmes. Mesmo entendendo bem o inglês americano, o Shurato tinha noção de que o sotaque daqui seria outro. Pra mim, não faz muita diferença, porque mesmo no inglês americano eu tenho dificuldades para entender o que as pessoas falam.

Mas tudo bem, viemos com uma pré-matrícula para um curso de 8 semanas na MFH (link), uma escola bem conhecida dos imigrantes daqui, especialmente os asiáticos (tem de tudo lá, chinês, japonês, coreano, tailandês, indonésio, indiano, turco, húngaro e, claro, brasileiro).

Durante a viagem, como viemos pela LAN Chile, coloquei em prática todo o meu espanhol (que aprendi em um ano de curso, rs) pra entender o que as aeromoças, o piloto e os funcionários da LAN falavam. Não entendi 100%, mas foi mais fácil que em inglês. Chegando em Auckland, passei a bola pro Shu, afinal, inglês é mais com ele. Mas logo de cara foi um baque: mesmo as funcionárias do aeroporto, que falam mais pausadamente porque estão acostumadas a lidar com estrangeiros, foi bem difícil entender tudo o que diziam.

Os “nativos” daqui então, aff. No taxi, nos restaurantes, em todo lugar, parece uma outra língua. É diferente do inglês americano, mas também é diferente do inglês britânico, enfim, é o inglês Kiwi.

Aos poucos vamos nos acostumando com a pronúncia de algumas palavras e vamos nos virando. O número 10, por exemplo, aqui não se fala “ten”, como aprendemos no Brasil, mas sim “tin” (é escrito com e, mas eles pronunciam com i). Entre outras peculiaridades, hoje já entendemos quando a caixa do supermercado pergunta se precisamos de uma bag (sacola) ou se a atendente do Mc Donalds pergunta se vamos levar pra viagem ou comer lá mesmo. Enfim, são coisas bobas que muitas vezes nossa resposta foi “sorry” ou “I don’t understand”.

O melhor é quando as pessoas acham que eu falo inglês e começam a falar um monte de coisas, super rápido, olhando pra mim. Devo ficar com a maior cara de ué, rs. A nossa host aqui do Hotel Mrs Bernice, é uma delas. Uma velhinha ao mesmo tempo assustadora e simpática que foi com a nossa cara e nos recebeu super bem. Quando nos mudamos pra cá, ela tentou puxar papo comigo, coitada. Eu fiquei olhando ela terminar de falar e soltei logo um “sorry, I don’t speak English”, ai ela começou a rir e falou que era uma “good idea” estudar inglês, rs. Isso quando eu não solto um “no, please”, como fiz na Warehouse (uma loja que vende de tudo, de roupas, comidas até artigos pra casa) quando a moça perguntou sobre a sacola. No please! Quer a sacola ou não quer afinal! Só eu mesma, rs. Eu e o Shu morremos de rir depois, rs.

Bom, voltando ao curso de inglês. No nosso primeiro dia, aplicaram um teste de proficiência pra ver nosso nível. Mas em testes escritos eu não sou tão ruim, então, acabaram nos colocando na mesma classe. Mas logo na primeira aula boiei em muita coisa, afinal, nas aulas de inglês daqui, obviamente, só se fala inglês.

No início a professora (Susan, um amor de neo-zelandesa) até falava devagar, mas começou se empolgar aí me perdi toda. Mas conversei com ela e mudei de classe. Não tem como, o Shu se vira bem, mesmo com dificuldades, mas eu não tenho um vocabulário muito amplo, então fica difícil entender tudo e responder formulando frases de improviso. Acho que esta nova classe vai me ajudar a ter mais segurança, assim espero.

No mais, estamos lendo em inglês, assistindo TV em inglês, convivendo com pessoas que falam inglês (exceto uma ou duas vezes por semana, quando encontramos nossos amigos brasileiros e conseguimos relaxar). Estou tentando me acostumar a assistir os mesmos programas que eu via no Brasil, mas agora em English (e sem legenda, rs), como Simpsons, Friends e outros filmes e seriados diversos. Os telejornais então, só entendo quando colocam legenda ou infográficos, ou quando colocam a temperatura, sol e nuvens no mapinha da previsão do tempo.

É bem difícil, muitas vezes não entendo todo o contexto, só o tema de que estão falando. Mas vamos que vamos. Por enquanto, me contento em entender os desenhos animados feitos para crianças de 5 anos, rs.

Aotearoa

Em Maori, a língua dos nativos neo-zelandeses, é assim que é chamada a Nova Zelândia. Aotearoa significa “Terra da grande nuvem branca” (fonte). Olhando para a foto que tiramos sábado na Oriental Bay, faz sentido.

Mas, até o momento, conhecemos muito pouco deste país. Passamos por Auckland, a maior cidade daqui com cerca de 2 milhões de habitantes (e antiga capital), apenas para fazer uma conexão. Só saímos do aeroporto porque o terminal internacional e o doméstico são em prédios diferentes, menos de 10 minutos andando.

No mais, estamos em Wellington, a atual capital. Com cerca de 400 mil habitantes, é uma cidade bem agradável. Cheguei a falar um pouco sobre a cidade no blog, quando ainda estávamos no Brasil. As informações que tínhamos era o que encontrávamos em sites diversos e o que o primo do Shurato, que também ficou em Wellington, havia nos contado. Muita coisa é como havíamos lido, outras mais ou menos. A verdade é que só sabemos realmente como é um lugar quando conhecemos pessoalmente.

Terra à vista – minutos antes de pousar em Wellington

A capital nos encantou desde que colocamos os pés por aqui. E grande parte das diferenças estão no trânsito.

Saindo do aeroporto, pegamos um taxi para ir até o backpacker. Era um carro híbrido – movido a gasolina e a eletricidade – em que um computador de bordo calcula o quanto é necessário de gasolina e o quanto é necessário de energia para o carro se locomover, de acordo com o percurso (se é plano, subida, etc) e velocidade.

Muito interessante, mostra que as pessoas estão preocupadas com a sustentabilidade e, por mais que ainda utilizem combustíveis fósseis como a gasolina, já estão combinando com energias renováveis. Daí o nome da empresa de taxi, Combined. Aliás, por aqui os taxis são na maioria (se não 100%) de empresas. Não vi nenhum que fosse particular, como tantos no Brasil.

Ainda no taxi, outra grande novidade: a mão inglesa. Aqui, assim como na Inglaterra, os carros andam em direção contrária do Brasil. Dá muita aflição andar no banco de trás e ver o motorista “do lado errado”, parece que a qualquer momento vai vir um outro carro de frente. Fico imaginando como será quando eu tentar dirigir por aqui. Se bem que, mesmo como pedestre, isso também faz muita diferença.

Me pego diversas vezes olhando para o lado errado antes de atravessar a rua. Não sei como ainda não fomos atropelados. Mas os motoristas ajudam, a maioria respeita bastante os pedestres. Ah, pra andar na calçada também é preciso utilizar a mão inglesa, para desviar das pessoas, por exemplo. No Brasil, é normal que a gente desvie pela direita, mas aqui temos que fazer o contrário, senão pode acontecer de trombar com a pessoa, ou dela ficar parada na sua frente esperando que você vá pro lado “certo”, como já aconteceu comigo.

Uma semelhança é que aqui, assim como no Brasil, a velocidade é medida em quilômetros por hora e a distância em quilômetros, nada de milhas, como nos Estados Unidos.

A grande maioria dos carros são de montadoras asiáticas como Honda, Toyota, Subaru etc. Dizem que o pessoal daqui não gosta de carros europeus porque a manutenção é mais cara. Encontramos algumas pérolas como Ford Ka, Corsa (que tem outro nome e não é Chevrolet) e, pasmem, Fiat Tipo. Rimos muito quando vimos, e não foi só um. Tem também uns Kadetts, Escorts e outros carros velhos que eram bem comuns no Brasil.

Enfim, aos poucos a gente vai se acostumando. Outro exemplo são os semáforos de pedestres, que fazem barulhinhos diferentes quando devemos esperar ou atravessar, mas eles já não me surpreendem mais.

Mas muitas coisas ainda surpreendem e encantam. Continuem lendo o blog e verão várias delas...

sábado, 1 de novembro de 2008

Primeiras fotos!

Enfim encontramos uma lan house onde conseguimos baixar e anexar fotos na internet. Entao, ai vai o link com as primeiras fotos.

Primeiro, nossa pequena viagem...
Veja todas as fotos da viagem clicando aqui.

Com voces, Wellington City!

Veja todas as fotos de Wellington clicando aqui.

Sobre as novidades, estamos nos acostumando ao clima daqui. Muito vento, sempre. Tivemos dias de sol bem agradaveis e outros chuvosos e nublados (como hoje), aos poucos a gente se acostuma.
Amanha comeca o curso de ingles. Alem disso, vamos nos mudar. O backpacker onde estamos nao eh dos melhores e esta saindo meio caro, entao vamos pra um hotel que parece mais sussa e vai sair metade do preco.
Por enquanto eh isso, logo a gente manda mais noticias!
Beijos!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Enfim, noticias diretamente da Nova Zelandia!

Chegamos em Wellington ha 2 dias, mas nao tivemos tempo de atualizar o blog antes. Ainda nao temos computador, e internet aqui no backpacker custa caro ($2 por 30 minutos). Alem disso, o teclado esta desconfigurado, entao serei obrigada a escrever tudo sem acentos, sorry.

Vou fazer um rapido resumo, tenho 10 minutos... rs

Chegamos bem! Passamos por alguns perrengues na viagem, mas nada que nos tirasse do prumo. O principal problema foi que cancelaram o voo que nos traria de Santiago (Chile) a Auckland (NZ) no domingo a noite. Era pra embarcarmos 23h, mas o voo passou para as 10h30 da manh~a do outro dia. Entao, tivemos que passar uma noite em Santiago. O bom eh que ficamos hospedados no Crowne Plaza, tudo por conta da LAN. Muito chique! hehe.

Depois, o proximo perrengue foi encarar 13h dentro de um aviao. Nossa, mesmo dormindo boa parte foi duro de encarar. Ainda mais com nossas passagens de pobre que, alem de classe economica, nos colocaram nas poltronas da fileira do meio. Janelinha mesmo so conseguimos ficar no voo domestico de Auckland para Wellington, que durou uma hora e foi muito tranquilo.

Enfim, fora isso, estamos tentando nos adaptar `as 15h de fuso horario. Acho que nao sera tao dificil. Mais complicado eh se acostumar com o vento, que deixa o tempo muito mais frio. Ontem o tempo estava bem fechado, chegou a garoar. Mas hoje ja abriu sol, para nossa alegria :-) e pudemos passear bastante pela cidade.

No mais, Wellington eh uma cidade linda!!! Tiramos muitas fotos, assim que der colocamos no ar.

O tempo da internet esta acabando, entao, vamos indo!

Logo mandamos mais noticias!

Kisses, bye bye!